quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Transformações do Trabalho

INTRODUÇÃO

Ao se investigar o sentido do trabalho, no contexto da Educação Profissional voltada para a cidadania, é necessário um retorno às suas origens quando o homem trabalhava de forma conjunta com seus pares. A partir dessa forma primitiva de se educar, trabalhar e educar, transformações ocorreram na sociedade e, em consequência, nos processos, divisões e formas de compartilhar as ações produtivas. Com a divisão de classes, surgindo as primeiras formas do capitalismo, os homens passaram a compor, por um lado,  o grupo dos proprietários e por outro, o grupo dos desafortunados que nada possuíam além de sua energia potencial a ser vendida para sua sobrevivência. Com o advento das grandes revoluções, a exemplo da Francesa e da Industrial, os meios produtivos foram evoluindo e as relações de trabalho tornando-se mais precárias, em virtude da exploração da mão de obra. Nesse ínterim, a educação formal para o trabalho se resumia às escolas dos artífices cujos mestres ensinavam o ofício aos aprendizes e lhes recompensava com casa e comida. A escola formal era destinada aos membros da elite que se instruíam para serem gestores e/ou intelectuais. No início do Século XX o modelo de organização do trabalho implantado nas indústrias Ford, com base nos princípios de Taylor caracterizou um dos momentos das lutas de classe.  Com a crise na década de 70, novas formas de produção tiveram que ser buscadas e novos perfis dos trabalhadores que a partir de então necessitavam ser polivalentes e não mais um autômato nas linhas de produção fordista. A crise do petróleo e das contradições próprias do capitalismo afetaram o mundo inteiro e o mesmo ocorreu no Japão, cuja taxa de crescimento econômico havia caído a nível zero e foram inúmeras empresas que sofreram impactos. Entretanto esse impacto não refletiu da mesma forma na Toyota Motor Company, devido ao modelo idealizado pelo Engenheiro Taiichi Ohno que já o desenvolvia desde o pós II Guerra. O Toyotismo como ficou conhecido o modo de produção japonês, foi idealizado para eliminar totalmente o desperdício e superar o paradigma de produção em massa americano. Esse sistema se fundamentou em dois pilares: o Just-In-Time (JIT) e a autonomização com um toque humano (OHNO, 1997).  O Toyotismo influenciou e ainda influencia os modos de produção capitalista, uma vez que novas habilidades são exigidas do profissional que precisa atender de forma polivalente e politécnica ao novo formato empresarial, o capital intelectual recebe novos valores nos ativos das empresas e, nesse contexto a educação profissional assume posição essencial na era do conhecimento. Com a necessidade de suprir as empresas, com mão de obra qualificada a educação profissional assumindo papel  importante, uma vez que a sociedade de consumo contemporânea impõe que tudo circule em sua volta, em especial o trabalho e considerando a centralidade do trabalho na vida humana e da maneira que este atravessa as expectativas, as necessidades, a identidade e subjetividade do trabalhador, atualmente a formação do trabalhador tem se desenhado numa construção de valores que influenciam os aspectos sociais, culturais, educacionais, políticos e econômicos.  Através de programas estabelecidos     via políticas públicas educacionais, tais como Pronatec, medidas educativas baseadas no trabalho como princípio educativo vêm sendo implantadas nas escolas públicas, com objetivo de atender à demanda e assim evitar o total “apagão” por mão de obra qualificada.
                  












2 – DESENVOLVIMENTO


O sentido do trabalho para a cidadania apoia-se na premissa da educação como princípio educativo e este considera a premissa de que o trabalho é o meio essencial para apreensão do conhecimento em sua totalidade.
Nem sempre o trabalho teve essa conotação, de princípio educativo, embora sempre tenha estado atrelado à educação, em face de que o homem, desde os seus primórdios, trabalha e educa e ao trabalhar se educa.
As profundas transformações de cunho político, econômico e social vêm ocorrendo nas últimas décadas do Século XX e princípio do Século XXI e na internacionalização do capital se fundamenta a reestruturação nas formas produtivas. Nesse contexto a idealização de nova educação profissional se firma. Uma educação que eduque não só para o mundo do trabalho, mas também para exercício da cidadania. A metodologia a ser aplicada na formação educacional do futuro profissional precisa se apoiar nas Tecnologias da Informação e Comunicação de modo que este aprenda a lidar com a Natureza, que se conscientize com sua responsabilidade solidária com a sustentabilidade, que analise os impactos ambientais benéficos ou maléficos, que proponha alternativas tecnológicas sociais viáveis de aplicabilidade nas comunidades locais e regionais.
O MEC visando prestar auxílio na implantação de uma nova proposta de Ensino Médio editou o Documento Base intitulado “Educação Profissional Técnica de nível Médio Integrada ao Ensino Médio” (2007) e com base nesse documento as entidades estatais elaboraram suas diretrizes fundamentadas na LDB/96 que teve os capítulos e seções dedicadas ao Ensino Profissional modificados pelo Decreto 5154/2004.  Anteriormente, pensando apenas em atender  Educação Profissional Técnica desvinculando-a do Ensino Médio, assim ficou dissociada a formação geral da profissional. Entretanto, buscando promover correções a esse modelo educacional, Lula fez propostas nesse sentido:
                                   [...] uma das mais relevantes, em razão do seu fundamento político e por se tratar de um compromisso assumido com a sociedade na proposta de governo, foi a revogação do decreto n. 2.208/97, restabelecendo-se a possibilidade de integração curricular dos ensinos médio e técnico. (FRIGOTTO, CIAVATTA E RAMOS, 2005).
                            Assim o decreto 5.154/2004 retorna o vínculo entre o trabalho e educação buscando superar a dualidade presente entre formação específica e formação geral (BRASIL, MEC, 2007).

BRASIL, MEC. Educação Profissional Técnica de Nível Médio Integrada ao Ensino médio. Documento base. Brasília, 2006)

Sentido do Trabalho

 UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA
SUPERINTENDÊNCIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL
Especialização em Metodologia de Ensino para a Educação Profissional



Aparecida Gardênia Morais de Oliveira
Erleide Cunha Morais
Maria Aparecida Menezes do Rego
Márcia Oliveira Meira Silva
Rita Paixão Defensor Menezes Rêgo





O SENTIDO DO TRABALHO














BARREIRAS-BA
2013
 UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA
SUPERINTENDÊNCIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL
Especialização em Metodologia de Ensino para a Educação Profissional



Aparecida Gardênia Morais de Oliveira
Erleide Cunha Morais
Maria Aparecida Menezes do Rego
Márcia Oliveira Meira Silva
Rita Paixão Defensor Menezes Rêgo



O SENTIDO DO TRABALHO




Produção textual apresentada à      Unidade Formativa I como objeto de avaliação para o Módulo Educação e Trabalho, solicitada pelo Dr. Jorge Luiz B. Ribeiro.















BARREIRAS-BA
2013
Introdução


Ao se investigar o sentido do trabalho, no contexto da Educação Profissional voltada para a cidadania, é necessário um retorno às suas origens quando o homem trabalhava de forma conjunta com seus pares. A partir dessa forma primitiva de se educar, trabalhar e educar, transformações ocorreram na sociedade e, em consequência, nos processos, divisões e formas de compartilhar as ações produtivas. Com a divisão de classes, surgindo as primeiras formas do capitalismo, os homens passaram a compor, por um lado,  o grupo dos proprietários e por outro, o grupo dos desafortunados que nada possuíam além de sua energia potencial a ser vendida para sua sobrevivência. Com o advento das grandes revoluções, a exemplo da Francesa e da Industrial, os meios produtivos foram evoluindo e as relações de trabalho tornando-se mais precárias, em virtude da exploração da mão de obra. Nesse ínterim, a educação formal para o trabalho se resumia às escolas dos artífices cujos mestres ensinavam o ofício aos aprendizes e lhes recompensava com casa e comida. A escola formal era destinada aos membros da elite que se instruíam para serem gestores e/ou intelectuais. No início do Século XX o modelo de organização do trabalho implantado nas indústrias Ford, com base nos princípios de Taylor caracterizou um dos momentos das lutas de classe.  Com a crise na década de 70, novas formas de produção tiveram que ser buscadas e novos perfis dos trabalhadores que a partir de então necessitavam ser polivalentes e não mais um autômato nas linhas de produção fordista. A crise do petróleo e das contradições próprias do capitalismo afetaram o mundo inteiro e o mesmo ocorreu no Japão, cuja taxa de crescimento econômico havia caído a nível zero e foram inúmeras empresas que sofreram impactos. Entretanto esse impacto não refletiu da mesma forma na Toyota Motor Company, devido ao modelo idealizado pelo Engenheiro Taiichi Ohno que já o desenvolvia desde o pós II Guerra. O Toyotismo como ficou conhecido o modo de produção japonês, foi idealizado para eliminar totalmente o desperdício e superar o paradigma de produção em massa americano. Esse sistema se fundamentou em dois pilares: o Just-In-Time (JIT) e a autonomização com um toque

3
humano (OHNO, 1997).  O Toyotismo influenciou e ainda influencia os modos de produção capitalista, uma vez que novas habilidades são exigidas do profissional que precisa atender de forma polivalente e politécnica ao novo formato empresarial, o capital intelectual recebe novos valores nos ativos das empresas e, nesse contexto a educação profissional assume posição essencial na era do conhecimento. Com a necessidade de suprir as empresas com mão de obra qualificada a educação profissional assumi papel importante, uma vez que a sociedade de consumo contemporânea impõe que tudo circule em sua volta, em especial o trabalho, e considerando a centralidade do trabalho na vida humana e da maneira que este atravessa as expectativas, as necessidades, a identidade e subjetividade do trabalhador, atualmente a formação do trabalhador tem se desenhado numa construção de valores que influenciam os aspectos sociais, culturais, educacionais, políticos e econômicos.  Através de programas estabelecidos via políticas públicas educacionais, tais como Pronatec, medidas educativas baseadas no trabalho como princípio educativo vêm sendo implantadas nas escolas públicas, com objetivo de atender à demanda e assim evitar o total “apagão” por mão de obra qualificada.
O presente texto tem como foco a reflexão sobre o mundo do trabalho na atual conjuntura brasileira de acordo com as novas relações de trabalho casadas com as não tão recentes propostas de educação profissional, perfazendo uma linha da história das relações de trabalho e de educação formal para o trabalho.













4
Educação Profissional no Brasil

               O sentido do trabalho para a cidadania apoia-se na premissa da educação como princípio educativo e este considera a premissa de que o trabalho é o meio essencial para apreensão do conhecimento em sua totalidade.
    Nem sempre o trabalho teve essa conotação, de princípio educativo, embora sempre tenha estado atrelado à educação, em face de que o homem, desde os seus primórdios, trabalha e educa e ao trabalhar se educa.
   As profundas transformações de cunho político, econômico e social vêm ocorrendo nas últimas décadas do Século XX e princípio do Século XXI e na internacionalização do capital se fundamenta a reestruturação nas formas produtivas. Nesse contexto a idealização de nova educação profissional se firma. Uma educação que eduque não só para o mundo do trabalho, mas também para exercício da cidadania. A metodologia a ser aplicada na formação educacional do futuro profissional precisa se apoiar nas Tecnologias da Informação e Comunicação de modo que este aprenda a lidar com a Natureza, que se conscientize com sua responsabilidade solidária com a sustentabilidade, que analise os impactos ambientais benéficos ou maléficos, que proponha alternativas tecnológicas sociais viáveis de aplicabilidade nas comunidades locais e regionais.
  O MEC visando prestar auxílio na implantação de uma nova proposta de Ensino Médio editou o Documento Base intitulado “Educação Profissional Técnica de Nível Médio Integrada ao Ensino Médio” (2007) e com base nesse documento as entidades estatais elaboraram suas diretrizes fundamentadas na LDB/96 que teve os capítulos e seções dedicadas ao Ensino Profissional modificados pelo Decreto 5154/2004.  Anteriormente, pensando apenas em atender Educação Profissional Técnica desvinculando-a do Ensino Médio, assim ficou dissociada a formação geral da profissional. Entretanto, buscando promover correções a esse modelo educacional, Lula fez propostas nesse sentido:
                                                                      [...] uma das mais relevantes, em razão do seu fundamento político e por se tratar de um compromisso assumido com a sociedade na proposta de governo, foi a revogação do decreto n. 2.208/97, restabelecendo-se a possibilidade de integração curricular dos ensinos médio e técnico. (FRIGOTTO, CIAVATTA E RAMOS, 2005).
5
Assim o decreto 5.154/2004 retorna o vínculo entre o trabalho e educação buscando superar a dualidade presente entre formação específica e formação geral (BRASIL, MEC, 2007).         
A educação profissional tem como objetivo habilitar o indivíduo para o exercício da profissão juntamente com a possibilidade de continuar seus estudos numa faculdade, o que deixa claro que a função da educação é possibilitar um ingresso no mundo do trabalho para gerar riquezas e suprir as necessidades que o Brasil apresenta de profissional em várias áreas reduzindo ou eliminando o apagão profissional.
Ao ligar a TV para assistir jornais ou programas educativos o que se nota enfaticamente é a divulgação de que o mercado necessita de profissionais habilitados, o que gera uma grande demanda por cursos técnico-profissionalizantes para suprir as necessidades desse mercado ocioso de profissionais qualificados. Os cursos técnicos de segundo grau – EMI, Subsequente e Proeja- são de longa duração, entre dois e quatro anos o que levou o Governo Federal a criar em 2011 o PRONATEC (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) com cursos de curta duração para estudantes do terceiro ano do ensino propedêutico, sendo assim uma forma rápida de introduzir no mercado profissionais capacitados.
O foco da educação profissional na atualidade não é promover exclusivamente a capacitação profissional, mas sim a união entre a formação propedêutica e profissional, o que confere ao educando um leque a mais de habilidades, competências e possibilidades.
A educação profissional na atualidade não tem mais o objetivo de treinar o homem para exercer uma profissão como algo mecânico, o objetivo hoje é prepará-lo para atuar no mundo do trabalho de maneira integrada, conhecendo os processos produtivos, as relações sociais geradas por esses processos e principalmente sendo agente consciente desses processos.
Nesse contexto a educação profissional deve organizar seu currículo escolar de maneira interdisciplinar com metodologias que proporcionem ao educando sua formação ética, científica, dinâmica, prática e discursiva para a compreensão dos processos sociais e sua posição dentro desses processos.


6
O Novo Trabalhador

A nova organização do trabalho não requer um sujeito que esteja qualificado para exercer apenas uma função exclusiva, hoje o trabalhador precisa ter várias habilidades e conhecimentos para se movimentar em vários setores, ou seja, o modelo atual de trabalho requer uma formação ampla do sujeito, com vastos conhecimentos e possibilidades.
Nas últimas décadas, e em especial a partir de 1970 o mundo de uma forma generalizada passou a conviver com uma crise do sistema capitalista de produção. A prosperidade na acumulação de capital, ocorrida nas décadas de 50 e 60, quando o Fordismo e Keynesianismo tiveram seus ápices, começou a sinalizar criticidade em seu panorama e tornaram-se visíveis alguns aspectos denotando tal situação. A exemplo dessa sinalização tivemos: redução no lucro baseado em excesso produtivo; esvaziamento do paradigma de acumulação fordista/taylorista; desvalorização do dólar; crise do  “Estado de Bem-estar Social” (Welfare State); aprofundamento das lutas sociais e o pico com a crise do petróleo; tudo isso intensificou o quadro crítico.
 A crise do petróleo, consequência do aumento de preços do produto autorizado pela OPEP e do embargo árabe às exportações do produto para o ocidente, gerou uma elevação no preço internacional do barril do petróleo e os empresários, donos do capital e meios produtivos, para manter a taxa de lucratividade necessitavam realizar investimentos em máquinas e equipamentos, fato que não gerava mais-valia, diminuindo o lucro. Além disso, a inflação elevava as taxas de juros tornando o dinheiro a ser investido mais oneroso e assim prejudicando o lucro que é a meta do sistema capitalista.
 O capitalismo possui aspectos internos contraditórios que não se superam, pois a taxa de lucro é diretamente dependente do fator de exploração da força de trabalho. Dessa forma, para se obter lucros e mais lucros,  a exploração do trabalho é intensificada. Havendo má distribuição de renda entre os membros da sociedade decorrerá a geração de poupança da “elite” que atrapalha o consumo e em                       consequência  a   produção.   HUBERMAN  se  preocupava com  a  restauração   do

7
mercado (por conseguinte, dos lucros) através do aumento do poder aquisitivo das massas. Em contraposição, HAYEK, se preocupava com a restauração do lucro pela redução da capacidade aquisitiva das massas.
 Com a crise estruturada, o intervalo entre 1965 e 1973 evidenciou a impossibilidade e ineficácia do fordismo e keynesianismo em controlar as contradições do capitalismo. Tal incapacidade pode ser traduzida pela rigidez que ocorria no processo produtivo fordista. Com a retração do mercado não havia condições de resistir a produção em massa e rígida do fordismo. Em meio a essa crise estrutural da economia mundial desponta como alternativa de modelo produtivo a adoção do paradigma conhecido como Toyotismo que teve sua origem sócio-histórica no Sistema Toyota tornando-se adequado à nova base técnica da produção capitalista, que ora se vincula à Terceira Revolução industrial exigente de inovadoras condições de concorrência.
 Com o mercado consumidor instável, já não se pode produzir em “massa”, pois não há demanda para estoques altos. O Toyotismo surge com as características da flexibilidade, da inovação, do aproveitamento da subjetividade dos trabalhadores e de sua dimensão intelectual do trabalho que provém do chão da fábrica, que o fordismo desvalorizava como nos diz ANTUNES (1999, p. 206).  Nesse modelo, há a flexibilização nos processos de trabalho e se apoia também na flexibilização dos mercados de trabalho, dos produtos e padrões de consumo. Dessa forma se promove a acumulação flexível de capital que vai se caracterizando pelo aparecimento de setores produtivos inovados, novas formas de fornecimento de serviços financeiros e elevadas taxas de inovações comercial, tecnológica e organizacional para atender à flexibilização do processo produtivo e uma renovada forma exploradora da força de trabalho.
 Quem é o homem que atua nesse processo produtivo? Durante as grandes revoluções que impactaram a economia mundial e desde que se conhece a educação formal ou não, esta vem se mantendo com um caráter dualista que visa atender à dividida classe social onde estão a elite, dona do capital e os trabalhadores, donos da força de trabalho. À medida que o capitalismo se fortalecia o trabalhador era explorado, sem recompensa salarial e se no fordismo ele desempenhava uma única tarefa, de  forma repetitiva e especializada,  no  toyotismo
8
temos o trabalhador polivalente, que desempenha múltiplas tarefas, que são também repetitivas. ALVES (2000,11) chama este panorama de “‘o novo complexo de reestruturação produtiva’ que envolve um sistema de inovações  tecnológico-organizacionais no campo da produção capitalista”. Contudo no toyotismo, para se alcançar alta produtividade e para controle da qualidade do produto durante seu processo produtivo, os empregados se submetem a treinamentos enfatizando a corresponsabilidade entre os membros da equipe.  
 De acordo com HANDFAS (2006, 221), no contexto da reestruturação produtiva e

“Na esteira das transformações ocorridas nos processos de produção, predominou um discurso sobre a urgência na formação de um “novo” tipo de trabalhador, autônomo e coletivo. Esse discurso apresentava como um de seus pressupostos a ideia de que a introdução de novas tecnologias nos processos de produção, assim como suas novas formas de organização, trariam a necessidade de incorporar novos requisitos à formação do trabalhador, promovendo maior qualificação da força de trabalho”.


 As transformações econômicas provocando mudanças nas condições de  produção vão impactar na formação do trabalhador e foram vários os questionamentos postos em discussão, tais como, polivalência, politecnia, competências, qualificação, enfocados sob vários aspectos analíticos. Diante dos avanços tecnológicos surge a necessidade de um trabalhador melhor qualificado, que tenha iniciativa, exponha suas ideias, apresente soluções, que saiba trabalhar em equipe, ou seja, são muitos atributos que deve apresentar para garantir uma posição no mundo do trabalho.   Pastore (1995, 36) já dizia que: “está claro que o mundo do futuro exigirá muita educação e profissionais polivalentes, multifuncionais, alertas, curiosos – pessoas que se comportam como o aluno interessado o tempo todo”.
 Para atender à demanda por mão de obra qualificada o Brasil procura oferecer uma Educação Profissional visando formar um profissional que transite pelas Ciências, Linguagens, Humanidades e suas Tecnologias. Já não se concebe o profissional que tenha apenas habilidades técnicas/tecnológicas, daí sua formação

9
requerer uma abordagem humanista que lhe faça reconhecer seu valor de sujeito sócio-histórico e cultural,  apto a participar de forma ativa e crítica na sociedade da qual participa, entendendo que pode e deve transformá-la em benefício coletivo. 
A nova organização do trabalho não requer um sujeito que esteja qualificado para exercer apenas uma função exclusiva, hoje o trabalhador precisa ter várias habilidades e conhecimentos para se movimentar em vários setores, ou seja, o modelo atual de trabalho requer uma formação ampla do sujeito, com vastos conhecimentos e possibilidades.
Considerando a complexidade da realidade em que vivemos quando a globalização passa ser o fenômeno de maior responsabilidade pelas transformações no modo de vida e, em particular, na manutenção da vida, pelo processo de trabalho, desenvolvimento econômico e tecnológico, faz-se necessário compreender os arranjos produtivos locais como novas políticas que favorecem o desenvolvimento do país já que não dá mais para contextualizar as empresas de hoje em setores, complexos industriais e cadeias indústrias, como em tempos remotos.
Assim, é urgente pensar em economia associada ao espaço para compreender as razões do sucesso competitivo de aglomerações de MPEs (Micro e Pequenas Empresas) como o que acontece em algumas regiões de países em desenvolvimento em que agentes econômicos, interagindo entre si, obtêm desempenhos significativos. Logo, com este entendimento há grandes possibilidades de soluções criativas de desenvolvimento sustentável, por meio da articulação, de processo de aprendizado interativo, de inovação, capacitações locais levando em consideração o conhecimento tácito que passa a adquirir significativa importância nestes processos, assim como as instituições e organizações, suas políticas e todo o ambiente sociocultural onde se inserem os agentes econômicos para a promoção de uma dinâmica regional, induzindo à geração de emprego e de renda e, consequentemente a melhoria da qualidade de vida local.
No Brasil, mesmo que a industrialização se caracteriza pela promoção de grandes empresas, tanto nacionais como estrangeiras, são significativas as atividades de empresas de pequeno porte que geram grande parte dos empregos na

10
economia nacional e sua promoção seria uma grande saída para o desenvolvimento econômico local ou regional. Neste sentido, não basta perceber a empresa individual, mas também é preciso considerar as relações entre as empresas e entre estas e as demais instituições dentro de um espaço geograficamente definido, levando em conta também as características do meio onde estão inseridas, para que sejam focos de intervenção do Estado na promoção da política industrial e tecnológica adequadas aos avanços necessários da nação.
A importância que se deve dar à territorialidade é compreendê-la na sua forma mais complexa, configurando a abordagem neoshumpeteriana, novo enfoque paradigmático, técnico econômico citadop por Cassiolato e Lastres apud Hanna Arendt  não apenas como recursos naturais vitais escassos e sim como o que extrapola as inovações em computação eletrônica, engenharia de software, sistemas de controles, circuitos integrados e telecomunicações a fim de que haja redução de custos, de armazenamento, processamento, comunicação e disseminação de informação e mudanças nas formas de organização da produção, bem como distribuição e consumo de bens e serviços.
Nesta nova dimensão, os arranjos com inovação organizacional, com redes de empresas e destas com outras organizações viabilizam a equiparação, nas mesmas proporções, a abrangências das redes com a competitividade das empresas e suas organizações.  

Labor, Trabalho e Práxis

Para Hanna Arendt o “labor” é processo biológico necessário para a sobrevivência do indivíduo e da espécie humana. O “trabalho” é atividade de transformar coisas naturais em coisas artificiais, por exemplo, retiramos madeira da árvore para construir casas, camas, armários, objetos em geral. É pertinente dizer que, para a autora, o trabalho não é intrínseco, constitutivo, da espécie humana, em outras palavras, o trabalho não é a essência do homem. O trabalho é uma atividade que o homem impôs à sua própria espécie, ou seja, é  o resultado de um processo cultural. O trabalho não é ontológico como  imaginado por Marx. Por  último  a “ação”
11
(práxis). A ação é a necessidade do homem em viver entre  seus semelhantes, sua natureza é eminentemente social. O homem quando nasce precisa de cuidados, precisa aprender e apreender, para sobreviver. Qualquer criança recém-nascida abandonada no mato morrerá em questão de horas. Por isso dizemos que assim como outros animais o homem é um animal doméstico, porque precisa aprender e apreender para sobreviver. A mesma coisa não acontece com aqueles animais que ao nascer já conseguem sobreviver por conta própria, sem ajuda. A qualidade da ação supõe seu caráter social ou como escreve Hannah, sua pluralidade.
Voltando sobre a distinção entre trabalho e labor. O labor é trabalho gasto para produção de alimentos. A força de trabalho é aquilo que o homem possui por natureza, só cessa com a morte. Diferente do produto, a força de trabalho não acaba quando o produto termina de ser produzido. Portanto, a força de trabalho é aquilo que Hannah Arendt entende por “labor”. “O labor não deixa atrás de si vestígio permanente”. Portanto, é o que mantém a saúde do indivíduo. Só assim ele poderá trabalhar. Nesse aspecto o labor é pré-requisito do trabalho. O que quer dizer isso? Não é possível, (dentro dos termos de Arendt), existir trabalho sem labor, ainda que seja possível o inverso. Ao passo que o labor produz a matéria para incorporá-la ao organismo, o trabalho a produz para que esta seja usada na produção de outros objetos e na materialização do abstrato.
Outra distinção entre trabalho e labor consiste em que, enquanto o labor exige o consumo rápido ou imediato, o trabalho não. A lógica do trabalho é a durabilidade dos objetos. Sua durabilidade permite a acumulação e estoque dos objetos. Num mundo onde labor e trabalho se confundem (fazendo com que a lógica capitalista e seus “objetos de consumo” se tornem poderosíssimos) o maior sonho do homem é construir uma techné da práxis, uma ciência política e assim poder prever suas ações e, caso erre (as chances diminuem), poder revertê-las. 



12
Conclusão

O homem trabalha para adquirir bens necessários à sua sobrevivência e para satisfazer seus desejos. A história do trabalho é, foi e continua sendo uma luta de classe e de poder, diante desse fato o homem busca se especializar cada vez mais para conquistar seu lugar no mundo do trabalho e consequentemente ter uma posição social o que unido às novas tecnologias e tendências do mercado provocou um “boom” na busca por melhor qualificação profissional tanto por parte do trabalhador quanto por parte do governo e das empresas, visto que o  trabalhador qualificado se tornou  um ativo valiosíssimo  e o governo com o intuito de aumentar a renda familiar e manter a circulação de dinheiro no mercado interno viu na qualificação profissional local uma fonte de progresso econômico e social para o país criando assim projetos e escolas profissionalizantes que suprem a falta de profissional qualificado diminuindo a necessidade de exportação dessa mão de obra.                Essa nova proposta de educação profissional pretende não formar para o exercício da profissão, mas também formar para o pleno exercício da cidadania e progressão nos estudos.











13
Referências

ANTUNES, Ricardo. Os sentidos do trabalho: ensaios sobre a afirmação e a negação do trabalho. São Paulo: Boitempo Editorial, 1999. 
ALVES, Giovanni. Trabalho e mundialização do capital: a nova degradação do trabalho na era da globalização. Londrina: Práxis, 1999. 
ARENDT, Hannah. A Condição Humana. 10º ed. Rio de Janeiro: Ed. Forense Universitária, 2009.
FRIGOTTO, Gaudêncio. Concepções no mundo do trabalho e o ensino médio. In.: FRIGOTTO, Gaudêncio; CIAVATTA Maria; RAMOS, Marise. Ensino Médio Integrado: concepção e contradições. São Paulo: Cortez, 2005.
HANDFAS, Anita. Década de 1990: a reestruturação Produtiva e a educação do trabalhador. IN: FRIGOTTO, Gaudêncio  & CIAVATTA, Maria (Orgs.) A formação do cidadão produtivo – A cultura de mercado no ensino Médio Técnico. Brasília, INEP, 2006.
HAYEK, Frederik A. O caminho da servidão. São Paulo: Instituto Ludwig Von Mises Brasil, 2010. Disponível em http://www.mises.org.br/files/literature/O%20CAMINHO%20DA%20SERVID%C3%83O%20-%20WEB.pdf   acesso em 2/12/2013.
HUBERMAN, Leo. A história da riqueza do homem. RJ: LTC, 1986.
PASTORE, J. O futuro do trabalho no Brasil. Brasília: Em Aberto, ano 15, n. 65.



















14

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Trabalhos Acadêmicos!

Caso você sinta necessidade de um auxílio na hora de elaborar seu TCC, Artigo, Monografia ou algum outro trabalho acadêmico, conte comigo para lhe assessorar. E-mail: ciddamrego@gmail.com

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Revenge!

Sabe o que significa "REVENGE"? Visite:www.baixartv.com/revenge

Deduções Lógicas



Para quem gosta de Física e sente prazer em conhecer novos paradigmas  visite:
http://www.deducoeslogicas.com

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Projetos!

Precisando de uma planta baixa, detalhamento, hidráulica, elétrica....procure-nos, temos a solução para seu problema. ciddamrego@gmail.com

Trabalhos acadêmicos!

Se você estiver necessitando de um auxílio para criar, desenvolver, corrigir e/ou formatar qualquer tipo de trabalho escolar entre em contato e lhe ajudaremos. Ciddamrego@gmail.com

terça-feira, 11 de março de 2008

TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO

BLOCO 1- Pré-sistemas
*Abordagem Clássica
  • Adm. Científica - Frederick Taylor
  • Fisiológica e anatômica - Henry Fayol

*Abordagem das Relações Humanas

* Abordagem Estruturalista

*Abordagem Comportamentalista

BLOCO 2 - Sistemas
* Teoria Geral dos Sistemas : Grupo formal, planejado, com objetivos comuns: conciliar Autoridade, Capacidade, Poder e Liderança.

BLOCO 3 - Pós-sistemas
**FASE 1: "Uma visão crítica das teorias administrativas"
  • 1950 - Abordagem Neoclássica
  • 1960 - Abordagem do Desenvolvimento Organizacional
  • 1970 - Abordagem Contingencial

**FASE 2 - "Uma visão crítica e uma proposta à Readministração"

  • 1980 - Qualidade Total
  • 1990 - Reengenharia

Introdução à Administração

TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO



A ADMINISTRAÇÃO E SUAS PERSPECTIVAS

- o esforço do homem é a base fundamental da sociedade.

TAREFA DA ADMINISTRAÇÃO
- é a de realizar coisas por meio das pessoas, de maneira eficiente e eficaz. A eficiência e eficácia com que as pessoas trabalham em conjunto, buscando objetivos comuns, depende diretamente da habilidade de quem exerce função administradora.
A ADM – é considerada a principal chave para solução dos mais graves problemas que atualmente afligem o mundo moderno.
Segundo o autor neoclássico Peter Drucker, não existem países desenvolvidos e subdesenvolvidos (ou em desenvolvimento), e sim países que sabem administrara tecnologia e os recursos disponíveis e potenciais e países que ainda não o sabem. Existem países administrados e subadministrados. O mesmo ocorre com as organizações.
A coordenação do esforço humano torna-se um problema essencialmente administrativo, o componente essencial e fundamental da associação de pessoas que buscam um ou mais objetivos comuns é a administração.
FUNÇÂO - A Administração tem por função conseguir realizar coisas por meio de pessoas, com os melhores resultados,utilizando recursos escassos.
TAREFA – interpretar os objetivos propostos pela organização d transformá-los em ação organizacional por meio do planejamento, organização, direção e controle de todos os esforços realizados em todas as áreas e em todos os níveis da organização, a fim de alcançar tais objetivos,da maneira mais adequada à situação.

ADMINISTRAÇÂO é o processo de Planejar, Organizar, Dirigir e Controlar o uso de recursos (cada vez mais escassos) a fim de alcançar objetivos.

{TAREFA }
COMPONENTE DO {ESTRUTURA } COMPORTAM-SE
ESTUDO DA {PESSOAS } SISTÊMICA E
ADMINISTRAÇÃO {TECNOLOGIA } COMPLEXAMENTE
{AMBIENTE }

Esses componentes se influenciam mutuamente. Alterações em um provocam uma maior ou menor modificação em outro. Em conjunto comportam-se de forma diversa da soma dos comportamentos de cada um isoladamente.
{TAREFA
DESAFIO { Adequar {ESTRUTURA
DA e ________________>>VARIÁVEIS {PESSOAS
AMINISTRAÇÃO { integrar >> {TECNOLOGIA
{AMBIENTE

TGA→ADM→∑Integração e interdependência}

terça-feira, 4 de março de 2008

"Introdução à economia"

O estudo da Ciência econômica envolve conhecer sua história e fundamentos, seu campo de estudo, sua relação com algumas outras ciências(sociais e/ou exatas) e principalmente as teorias que lhe deram origem.http://www.homoeconomicus.kit.net/paginas/aeconomia

A Chave de "quase" tudo!

A chave de tudo
Desde Platão, os cientistas procuram uma fórmula simples que comande o funcionamento do universo inteiro. Conheça as teorias criadas ao longo dessa busca.
Pitágoras dizia que era a harmonia musical. Platão acreditava nos sólidos perfeitos. Newton e Einstein, no espaço, no movimento e na energia. Os físicos de hoje, em - o nome é este mesmo - supercordas. Desde que o mundo é mundo, os cientistas sonham com o dia em que toda a realidade caberá numa formulação simples e elegante, com o momento em que tudo o que existe, existiu ou existirá poderá ser entendido e explicado por uma espécie de teoria de tudo: completa, imune a contradições e paradoxos e, acima de qualquer suspeita, real. Até hoje, quem teve mais sucesso na empreitada foi o finado Tim Maia, que resumiu numa única frase - "tudo é tudo e nada é nada" - a confusão sem fim que é explicar este ou qualquer outro Universo. Mas as tentativas dos físicos e matemáticos em busca da teoria de tudo, embora não caibam em detalhes nestas poucas páginas, contam uma das histórias mais fascinantes do pensamento humano, de seus ideais e seu alcance, de suas conquistas e limitações.
"Tudo são números." Atribuída a Pitágoras de Samos, na Grécia antiga, essa frase pode ser considerada o início da busca dos homens por uma explicação lógica, precisa e racional para os fenômenos da natureza. Pitágoras, afirmam os especialistas, teria descoberto que harmonias sonoras podiam ser explicadas pelas proporções entre o comprimento das cordas musicais. Com base nos números, construiu todo um arcabouço de idéias matemáticas que resultaram no célebre teorema de Pitágoras, aquele mesmo que todos aprendemos na escola, o dos catetos e da hipotenusa (que, em grego antigo, também significa "a corda estendida"). Os intervalos musicais descobertos pelos pitagóricos em suas cordas estendidas (a oitava, a quinta e a quarta) estão presentes até hoje na música ocidental e serviram para que eles construíssem um modelo para o Universo em que tudo era resultado da "harmonia das esferas", fruto dos números.
Cordas vibrando e gerando diferentes harmonias também são a base da teoria mais atual da física moderna para explicar o Universo, chamada teoria das supercordas. Como as idéias de Pitágoras influenciaram físicos do século 21?
É preciso ir devagar. Primeiro, as idéias pitagóricas tiveram profunda influência sobre aquele que é tido como o primeiro filósofo grego: Platão. É dele a concepção que norteia até hoje a ciência moderna: a noção de que as idéias existem independentemente das coisas e de que é função do pensamento tentar pescar no mundo das idéias as explicações e teorias. Sobre essa noção foi construída toda uma visão de que a geometria e a matemática têm, por assim dizer, vida própria. Que elas são reais, independentemente da nossa capacidade de entendê-las. O modelo de Universo de Platão, descrito no diálogo Timeu, ainda não falava em átomos ou partículas, tampouco em cordas ou supercordas. Para ele, o mundo era resultado de formas geométricas perfeitas (os cinco sólidos de Platão que ilustram estas páginas). Quatro deles - hexaedro, tetradedro, octaedro e icosaedro - seriam constituintes dos quatro elementos: terra, fogo, ar e água, respectivamente.
O dodecaedro representava o quinto elemento, ou quintessência, por ser o único que não poderia ser gerado a partir de triângulos (o triângulo era uma espécie de partícula fundamental para Platão). O dodecaedro deveria, portanto, estar presente em tudo. Com a descoberta dos átomos e partículas fundamentais, no século 19, o Universo de Platão rolou ribanceira abaixo. Entretanto, até hoje, toda e qualquer teoria que se proponha a explicar tudo deve a Platão a noção de que, no tal mundo das idéias, estão as explicações. Caberia a nós, meros mortais, buscá-las.
Mais de 2 mil anos depois das fantasias platônicas, o inglês Isaac Newton escreveu no monumental Principia Mathematica, base da física clássica: "Toda a diversidade das coisas criadas, cada uma em seu lugar e tempo, só poderia ter surgido das idéias e da vontade de um ser necessariamente existente". Mais que um simples eco de Platão, também podemos ler em Newton o desejo de ver o mundo por meio da geometria e dos números, como Pitágoras. O Universo newtoniano funcionava com base na atração entre os corpos, regida pela lei da gravitação. Era a gravidade que explicava todos os movimentos. Newton também descreveu a luz como uma sucessão de partículas sujeitas às suas leis. Ao contrário das idéias dos gregos, suas teses foram verificadas experimentalmente. E, a partir daí, as estrelas e as esferas nunca mais foram as mesmas.
O poder das idéias newtonianas ao prever o movimento dos corpos celestes e ao dar nascimento à mecânica e à engenharia moderna foi tão grande, que ficou célebre a constatação do físico britânico William Thomson, o Lord Kelvin, no final do século 19, de que nada mais havia a se descobrir na física, só restava fazer medições mais precisas. "As futuras verdades da física devem ser procuradas na sexta casa decimal", teria dito Kelvin. A tal teoria de tudo estava pronta, baseada nas idéias de Newton sobre o movimento e a luz e em algumas outras teorias de James Maxwell e Kelvin sobre a transmissão de calor, eletricidade e energia então em voga.
Kelvin, hoje sabemos, estava enganado. Redonda, profunda e vergonhosamente enganado. Não só havia muito, muito mais a descobrir, como o século 20 virou de cabeça para baixo toda a física pensada nos 2 500 anos anteriores (dos gregos a Newton) e recolocou o sonho de uma teoria de tudo no mundo dos sonhos - de onde, por sinal, ele só tem tentado sair recentemente com a tal teoria das supercordas. As ambições de físicos, matemáticos e de todos os herdeiros dos ideais platônicos foram postas em xeque por uma série de dificuldades teóricas e contradições experimentais. Algumas delas foram resolvidas, outras permanecem abertas até hoje.
E o sucesso de teorias como a das supercordas para resolvê-las, ainda que possa até ser verificado em um futuro não muito distante, não deve nos iludir: tudo continua sendo coisa demais para caber numa fórmula e, talvez, possa ser econômica ou experimentalmente inviável verificar muitas das idéias hoje candidatas a teoria de tudo, a última e derradeira explicação para o princípio, o meio e o fim deste Universo - e também de outros.
No século 19, a primeira contradição observada nos princípios de Newton se referia à velocidade da luz. A mecânica newtoniana estabelecia que as velocidades de dois corpos em movimento em relação a um observador devem ser somadas. Se algo em movimento emite luz, então a velocidade da luz emitida deveria ser somada à velocidade do movimento em relação ao observador parado. Só que isso não correspondia às conclusões derivadas das teorias desenvolvidas para a eletricidade. Albert Einstein resolveu esse paradoxo por meio da teoria da relatividade restrita, em que ele postulava que a velocidade da luz era constante e não poderia ser somada a outras velocidades. Nada poderia ser acelerado acima da velocidade da luz. O trabalho de Einstein também confirmou a natureza corpuscular da luz, e as partículas que a constituíam foram chamadas de fótons.
Só que a presença dos fótons davam margem a uma outra contradição com as idéias de Newton e seus seguidores. Ei-la: se nada pode ser acelerado além da velocidade da luz e se os corpos se atraem de acordo com as leis da gravitação, como explicar que essa atração ocorra instantaneamente? Como a informação gravitacional poderia viajar de um corpo a outro a uma velocidade infinita, portanto superior à dos fótons de luz? Para resolver essa contradição, Einstein teve de modificar completamente as teorias sobre a gravitação. Ele postulou que o universo que todos conhecemos com três dimensões - em que todos os objetos têm comprimento, largura e altura - é, na verdade, a manifestação concreta de um outro universo, o real, em que existe uma quarta dimensão: o tempo. Nesse universo de quatro dimensões, chamado espaço-tempo, toda matéria causa uma deformação, ou uma espécie de curvatura. A força gravitacional seria, de acordo com Einstein, a manifestação de todas as curvaturas geradas pela matéria.
A atração entre os corpos seria, portanto, uma propriedade geométrica do espaço-tempo: eles como que "escorregariam" um em direção ao outro por causa dessas curvaturas. Quando foi possível medir experimentalmente o desvio de um raio de luz no céu de um eclipse, supostamente causado pela curvatura do espaço-tempo gerada pela massa do Sol, Einstein se tornou uma celebridade mundial. A física de Newton não passava de um caso especial de uma teoria mais abrangente para explicar todas as coisas: a teoria da relatividade geral de Albert Einstein.
Mas o físico alemão naturalizado americano não estava satisfeito. Havia uma série de outras contradições que suas teorias eram incapazes de resolver. As partículas minúsculas - como o fóton, a partícula de luz, ou o elétron, a partícula concebida para explicar a eletricidade e o magnetismo - eram dotadas de um comportamento extremamente bizarro. Em 1803, Thomas Young havia demonstrado que, ao deixar luz atravessar duas minúsculas fendas e depois iluminar um filme fotográfico do outro lado, era possível verificar no filme um padrão de interferência entre os dois raios de luz. Para explicar isso, os físicos imaginavam que as partículas de luz poderiam se propagar como ondas que interferiam umas nas outras, assim como as ondas sonoras. No século 20, porém, foi realizado um outro experimento, em que se deixava apenas um fóton de luz atravessar cada fenda.
Para surpresa de todos, ainda foi possível observar o padrão de interferência no filme. Isso significava que cada partícula de luz teria, ela própria, uma natureza ondulatória, capaz de interferir no movimento das outras.
Para explicar a natureza dessas partículas e como elas poderiam se mover e trocar energia, os físicos desenvolveram uma teoria chamada mecânica quântica. Ela tinha duas características peculiares. A primeira era postular que tais partículas só poderiam ocupar um certo número de estados energéticos fixos e que elas trocariam energia por meio de pacotes, batizados quanta. Assim, o fóton deixava de ser uma mera partícula de luz para se tornar o quanta das ondas de luz. A segunda característica era que, desenvolvidas sobretudo por Niels Bohr, Werner Heisenberg e Paul Dirac, as equações por meio das quais a mecânica quântica descrevia o movimento de "ondas-partículas" como fótons e elétrons postulavam, devido à natureza ambivalente desses objetos, que era impossível conhecer simultaneamente sua posição e sua velocidade.
A medição precisa de uma dessas quantidades implicava incerteza na medição da outra, que se transformava apenas numa gama de probabilidades. Conhecido como princípio da incerteza, essa tese de Heisenberg revoltava físicos como o próprio Einstein.
Ele tentou minar os pressupostos da mecânica quântica por meio de um experimento imaginário, concebido com seus colegas Nathan Rosen e Boris Podolsky. O experimento Einstein-Podolsky-Rosen, ou EPR, como ficou conhecido, imaginava o decaimento de uma partícula em duas outras que, de acordo com as equações quânticas, gerariam duas nuvens de probabilidades no espaço, mas girariam em sentidos opostos quando detectadas. Depois de viajar por milhões de anos-luz, Einstein, Podolsky e Rosen supuseram que um observador medisse uma das partículas, de modo que ela assumisse um dos estados previstos em sua onda de probabilidades. Ora, por força das leis do decaimento, a outra partícula deveria instantaneamente assumir o estado oposto, isto é, girar na direção contrária. Mas como ela saberia isso imediatamente a milhões de anos-luz de distância, se nada pode ultrapassar a velocidade da luz? Estava aí uma contradição evidente entre a relatividade de Einstein e a mecânica quântica.
Portanto, afimavam Einstein, Podolsky e Rosen, o princípio da incerteza deveria estar errado e toda a mecânica quântica precisaria ser revista.
Seguiu-se a isso um intenso debate entre Einstein e Bohr, talvez o maior da física do século 20. Um debate que teve conseqüências decisivas sobre a concepção de ciência derivada das idéias de Platão e sobre o possível alcance de uma teoria de tudo. Pela primeira vez desde Platão, havia um ingrediente novo. O mundo das idéias, embora representado pela nuvem de probabilidades das partículas quânticas, não dava conta de prever tudo.
O observador, ou a simples existência de um observador, interferia e alterava o resultado do experimento. O conhecimento sobre um dado da natureza poderia modificar a própria natureza. Era isso que Einstein não conseguia aceitar. Bohr e seus seguidores acreditavam que o presente só é capaz de nos dar conhecimento sobre diferentes futuros possíveis. Tudo o que podemos fazer, diziam eles, é calcular probabilidades. Mais que isso, Bohr ainda afirmava que não é necessariamente verdade que todas as coisas tenham propriedades como velocidade, posição, tamanho ou massa com valores definidos em todos os momentos. Einstein, com sua célebre frase "não acredito que Deus jogue dados com o universo", era contrário às duas posições. Ele tinha uma postura ao mesmo tempo realista (tudo pode ser medido) e determinista (tudo pode ser previsto teoricamente). Bohr era a um só tempo antideterminista e anti-realista.
Para ele, tudo aquilo a que a ciência poderia almejar era o conhecimento das probabilidades de resultados experimentais. Para Einstein, era a compreensão dos segredos por trás do funcionamento da natureza, de por que as coisas eram de um jeito e não de outro. A questão de Bohr era apenas "o quê?"; a de Einstein, "por quê?". E Einstein perdeu.
Ele queria descobrir uma teoria capaz de unificar as forças conhecidas até então, gravitação e eletromagnetismo, numa única força. Mas morreu sem formular sua tão sonhada teoria do campo unificado. E, à medida que as teorias quânticas começaram a ser verificadas experimentalmente, toda a concepção científica de Einstein foi posta em xeque. A unificação das forças numa espécie de teoria de tudo não deixava, no entanto, de ser um sonho da física. A interação das partículas, descobriram os físicos do século 20, se dava no universo por meio não de duas, mas de quatro forças: a força nuclear forte (tão forte que é responsável pela energia solar e pela coesão do átomo de hidrogênio que se desfaz na explosão de uma bomba H), a força nuclear fraca (responsável pela radioatividade e por alguns tipos de radiação e fenômenos físico-químicos), a força eletromagnética (presente na eletricidade e nos ímãs) e a força gravitacional.
Os físicos modernos já conseguiram, no ramo da física conhecido como teoria quântica de campos, integrar as três primeiras forças teoricamente e mostrar que elas são resultado de uma única "superforça", chamada força eletrofraca.
Com base nas tais probabilidades de Bohr e Heisenberg e na unificação das três forças, os físicos também mapearam toda a fauna de partículas elementares, naquilo que ficou conhecido como modelo-padrão. De acordo com esse modelo, todas as partículas quânticas (não só fótons e elétrons, mas também os prótons e nêutrons que formam o núcleo dos átomos e toda uma fauna estranha de múons, bósons e quejandos que os físicos descobrem nos aceleradores de partículas) são derivadas de três famílias de partículas ainda mais elementares, chamadas léptons e quarks (e também há uma partícula adicional chamada bóson de Higgs). Todos os léptons e quarks previstos pelo modelo-padrão já foram verificados experimentalmente nos aceleradores de partículas. Além disso, o modelo-padrão e a teoria quântica de campos são perfeitamente compatíveis com a teoria da relatividade restrita de Einstein, aquela que postula que nada pode ultrapassar a velocidade da luz.
Só falta integrar a isso tudo a força gravitacional, a teoria da relatividade geral e a curvatura do espaço-tempo. Ou faltava. Apesar de o paradoxo EPR continuar sendo um exemplo da contradição fundamental entre a relatividade geral e a teoria quântica de campos, nas duas últimas décadas a tal teoria das supercordas tem dado esperança aos físicos de que eles, finalmente, estejam próximos de uma teoria de tudo.
Os pioneiros da teoria das supercordas, John Schwarz, Michael Green e Yoichiro Nambu, imaginam que o universo não seja formado por pontos em um espaço-tempo de quatro dimensões, como o imaginado por Einstein. Para eles, vivemos em um mundo de dez dimensões, em que minúsculas cordas, cujo comprimento é da ordem de um decilionésimo de centímetro (seriam necessárias um decilhão - ou 1 seguido de 33 zeros - de cordas para formar 1 centímetro), vibram nas dez dimensões para formar todas as partículas do modelo padrão e tudo o que conhecemos. Nada muito diferente do que Pitágoras imaginava há 2 500 anos com sua música das esferas. O que eles conseguiram com isso foi alcançar a integração da força gravitacional à teoria quântica de campos. Como? Além das quatro dimensões do espaço-tempo relativístico de Einstein, haveria outras seis, presentes no princípio do universo, que teriam sido compactadas a uma escala minúscula no mundo einsteiniano que somos capazes de verificar experimentalmente.
A vibração das cordas nessas seis dimensões seria responsável pelas propriedades quânticas, como a dualidade onda-partícula.
E, dessa forma, estaria alcançada a teoria do campo unificado tão sonhada por Einstein. A questão central é que, muito provavelmente, essa teoria não pode ser provada por meio de experiências nos aceleradores de partículas, cujo alcance se restringe a fenômenos da ordem de dez quatrilionésimos de centímetro (as cordas teriam de ser um quatrilhão - ou 1 seguido de 16 zeros - de vezes maiores para ser detectadas). Para ter uma prova perfeita da existência das cordas e das leis de simetrias que a regem seria preciso um nível de energia comparável ao do Big Bang, a explosão que, de acordo com a maioria dos físicos teóricos, teria dado origem ao universo.
A tentativa deles, portanto, é projetar algum tipo de experimento que seja viável com os aceleradores de partículas para detectar pelo menos pistas de que as tais cordas existam, como ressonâncias de suas vibrações. Porém, por enquanto, tudo isso não ultrapassou o campo das especulações.
E, se a teoria das supercordas é uma legítima reedição dos ideais de Pitágoras e Einstein, numa formulação compatível com o conhecimento experimental do século 21, também não faltam concepções mais ousadas para uma teoria de tudo. A mais criativa foi elaborada pelo americano Max Tegmark. Ele na verdade radicalizou a visão platônica de que as idéias existem independentemente da nossa capacidade de conhecê-las. Para Tegmark, toda e qualquer formulação matemática existe fisicamente. Assim, o teorema de Pitágoras, por exemplo, corresponde a um universo como o nosso, que existe de fato. O único senão é que esse universo talvez não tenha nenhum habitante com consciência, capaz de descrever seus fenômenos físicos. Dessa forma, se quisermos entender as leis do universo, precisamos não apenas considerar a interferência de observadores hipotéticos nos fenômenos físicos, mas entender as próprias leis da vida desses observadores.
"As condições para a vida especificarão as equações que governam nosso universo e nos dirão por que nenhuma outra lei é válida ou aplicável", diz Tegmark. Nosso universo não passaria de uma caixinha dentro de todas as possíveis teorias matemáticas, mas uma caixinha que foi capaz de gerar estruturas autoconscientes (nós). Todas as demais caixinhas também corresponderiam a realidades físicas. Além de as idéias habitarem um mundo independente, como queria Platão, nós não passaríamos de fruto das idéias, assim como a tradição oriental diz que o mundo não passa de um sonho de Buda.
Não é nova a idéia de múltiplos universos, ou de que na verdade não faz sentido falar num universo, mas apenas em multiversos. Para explicar o comportamento bizarro das partículas quânticas, por exemplo, havia duas interpretações: a de Copenhague, defendida pelo dinamarquês Bohr, que postulava a existência da nuvem de probabilidades dos possíveis estados, e a de Budapeste, defendida pelo húngaro John von Neumann, segundo a qual as possibilidades de trajetórias e velocidades de partículas existiam em múltiplos universos. Enquanto os defensores da interpretação de Copenhague enfatizavam nossa inerente limitação para detectar os fenômenos (pois as observações geram o colapso da nuvem de probabilidades em um único estado), os que acreditavam na interpretação de Budapeste afirmavam que as medições, e o conseqüente colapso, só ocorrem de fato dentro do cérebro. Seria, portanto, nossa mente que faz as partículas do universo adotarem um caminho e não o outro, uma posição e não a outra.
E, na verdade, elas adotariam todas as possibilidades em múltiplos universos. O quanto da nossa capacidade de entender e resumir tudo por meio do cérebro limita as possibilidades da nossa compreensão ou o quanto essa compreensão não passa de um reflexo de nossas próprias estruturas mentais é uma questão sem resposta. Não há uma explicação para o fenômeno da consciência, assim como ainda não há teoria capaz de explicar tudo o que há no universo. Se os dois sonhos são no fundo reflexo da mesma ilusão matemática, nem Tim Maia soube dizer.

Teóricos de tudo
Pitágoras (570-497 a.C.)A "harmonia das esferas" era para os pitagóricos a origem de tudo. Com base na proporção entre os comprimentos das cordas musicais, Pitágoras descobriu os intervalos entre notas existentes até hoje na música. Ele também buscava nos números a explicação para o funcionamento de todo o universo.
Platão (427-348 a.C.)Para ele, a explicação de como tudo existia estava nos cinco sólidos perfeitos: cubo, tetraedro, octaedro, icosaedro e dodecaedro. Os quatro primeiros estavam por trás dos quatro elementos (terra, fogo, ar e água), e ao dodecaedro correspondia um quinto elemento, a quintessência presente em tudo. Apesar de a teoria de Platão parecer, hoje, fantasiosa, a ciência moderna deve a ele a noção de que existem explicações independentes para as coisas.
Newton (1643-1727)Fez uma descrição do universo que partia de equações matemáticas para explicar como os corpos se moviam e trocavam energia. Suas principais teorias foram capazes, pela primeira vez, de explicar a força gravitacional e acabaram dando origem a todo o avanço tecnológico por trás da Revolução Industrial.
Einstein (1879-1955)No século 19, a experimentação mostrou que havia buracos nas teorias newtonianas. Einstein ampliou-as com as teorias da relatividade restrita e geral, postulando que nada poderia ultrapassar a velocidade da luz. Mas ele não conseguiu realizar seu sonho: construir uma teoria capaz de explicar todas as forças do universo por meio de uma única "superforça". A relatividade geral se mostrou contraditória quando aplicada ao mundo das partículas elementares. Hoje, a teoria das supercordas está perto de unir a força gravitacional e a relatividade geral com as demais forças do universo e realizar o sonho de Einstein.
Niels Bohr (1885-1962)Ao explorar os mistérios do átomo, ele entrou em choque com a visão einsteiniana de que a missão da ciência era desvendar o porquê dos fenômenos naturais. Para Bohr, o máximo que se poderia obter é uma teoria que descreve como as coisas são.
Max Tegmark (1967)O radical físico americano acredita que toda teoria matemática tem existência física em algum universo. Mas só em alguns deles haveria vida autoconsciente capaz de explicá-los. "Não somos nós que criamos a matemática", diz Tegmark, " foi a matemática que nos criou".

Para saber mais
Na livraria
Fire in the Mind, George Johnson, First Vintage Books, 1996
Sonhos de uma Teoria Final, Steven Weinberg, Rocco, 1994

Na internet:
www.hep.upenn.edu/~max/toe.html
www.theory.caltech.edu/people/jhs/strings/index.html
www.msu.edu/user/malonemi/ibs333/quantum.html
www.flash.net/~csmith0/theryall.html

segunda-feira, 3 de março de 2008

Prefácio!


Este espaço será destinado às pessoas amantes da Física e suas curiosidades. Além dos assuntos pertinentes à Física, manteremos informações para os alunos do CEAS, Macaúbas-Ba, sobre Teorias Econômicas, Introdução à Administração e Contabilidade Básica.